Em plena fase de construção da personalidade, as adolescentes se sentem incomodadas com pequenas imperfeições, dispostas a se submeterem à intervençoes cirúrgicas precocemente. De acordo com o ranking de cirurgias plásticas, o Brasil realizou no ano de 2006, 700 mil intervenções, sendo 15% destas em adolescentes com idade entre 14 e 16 anos!
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esse índice ficava em torno de 5% há 10 anos atrás. Um dos fatores que influenciam as jovens a mudarem algo em seu corpo está a mídia, onde diariamente são impostos padrões de beleza através de campanhas publicitárias, novelas, desfiles, etc. A adolescente que assiste a tudo isso se sente fora do padrão, afetando sua auto-estima. Até mesmo em seu dia-a-dia, na escola ou em outros ambientes, muitas vezes essas jovens insatisfeitas sofrem zomabria dos colegas e até mesmo de pessoas desconhecidas, e aí começam a ter o desejo de se enquadrar e ser aceita em seu convívio social. E para isso, recorrem à clínicas estéticas, procurando fazer as correções com a intervenção cirúrgica.
Atualmente, a adolescente que completa 15 anos não tem mais o sonho de ganhar aquela festa de debutante! Mas estão procurando comemorar essa idade marcante ganhando próteses de silicone, uma barriga sequinha ou um nariz perfeito.. Esse tipo de presente as deixariam mais realizadas e felizes do que a própria festança!
Os pais e os médicos ficam preocupados com o grande número de meninas que procuram as clínicas de cirurgia plástica. Será uma questão de necessidade ou simplesmente vaidade?
Antes de mais nada é preciso um bom diálogo dos pais com a adolescente, e se a correção estética realmene for uma caso de melhora da auto-estima e não apenas por vaidade, devem procurar um profissional regulamentado para dar início à realização desse sonho! Afinal, todos tem direito de ser felizes! E se a cirurgia plástica vai contribuir para essa felicidade, porque não seguir em frente?







