O número de cirurgias plásticas vem aumentando consideravelmente nos últimos tempos e com isso, a presença do adolescente também ficou mais constante nos consultórios médicos. No ano de 2000, 5 entre 100 pacientes que procuravam o consultório do Dr. Hans Arteaga* tinham de 6 a 16 anos. Este ano o número saltou para 22 entre 100 pacientes!
Em adultos, a dinâmica entre consulta e cirurgia é curta, pois o paciente costuma ir certo do que quer. Com os adolescentes a atenção deve ser redobrada, não podendo existir pressa para a realização da cirurgia.
Determinar os efeitos da plástica em um organismo em desenvolvimento não é muito fácil, mas hoje essas condutas estão mais padronizadas. Mesmo assim, o problema principal é o aspecto psicológico do adolescente, que deve ser bem analisado para conseguir boa indicação para a cirurgia, de maneira que seus anseios sejam atingidos e os resultados fiquem dentro de sua expectativa.
Na opinião dos profissionais da área, o adolescente precisa ter estrutura para lidar com a mudança e não recomendam cirurgias em menores de 15 anos. Nesta fase, as expectativas são maiores que os resultados, sendo importante manter uma conversa franca sobre as necessidades do paciente e o que a cirurgia pode oferecer. Além disso, sem condições físicas adequadas, como capacidade de regeneração do organismo, qualidade da pele e desenvolvimento do órgão, o resultado fica comprometido. Muitos cirurgiões solicitam exames clínicos detalhados e sugerem orientação psicológica aos jovens, antes de concordarem em realizar o procedimento. Ter um acompanhamento psicológico antes de fazer uma plástica é imprescindível para os adolescentes, pois esta é uma fase de incertezas e não dá para ter dúvidas em um procedimento cujos resultados são definitivos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a maioria das adolescentes deseja mudar o nariz; em segundo lugar aparece a mamoplastia de aumento com próteses de silicone. Na sequência vêm as lipoesculturas e a correção das famosas "orelhas de abano".
As cirurgias têm de ser autorizadas pelos pais, que costumam resistir quando se trata da incisão de próteses de silicone e da lipoescultura, pois afirmam não se tratar de casos que deveriam ser revertidos na fase adolescente.
* Hans Arteaga é especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Ouça abaixo o áudio com a atriz Delly Rodrigues, que fez uma rinoplastia há quatro anos atrás.

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