domingo, 22 de novembro de 2009

Em plena fase de construção da personalidade, as adolescentes se sentem incomodadas com pequenas imperfeições, dispostas a se submeterem à intervençoes cirúrgicas precocemente.

De acordo com o ranking de cirurgias plásticas, o Brasil realizou no ano de 2006, 700 mil intervenções, sendo 15% destas em adolescentes com idade entre 14 e 16 anos!

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esse índice ficava em torno de 5% há 10 anos atrás. Um dos fatores que influenciam as jovens a mudarem algo em seu corpo está a mídia, onde diariamente são impostos padrões de beleza através de campanhas publicitárias, novelas, desfiles, etc. A adolescente que assiste a tudo isso se sente fora do padrão, afetando sua auto-estima. Até mesmo em seu dia-a-dia, na escola ou em outros ambientes, muitas vezes essas jovens insatisfeitas sofrem zomabria dos colegas e até mesmo de pessoas desconhecidas, e aí começam a ter o desejo de se enquadrar e ser aceita em seu convívio social. E para isso, recorrem à clínicas estéticas, procurando fazer as correções com a intervenção cirúrgica.

Atualmente, a adolescente que completa 15 anos não tem mais o sonho de ganhar aquela festa de debutante! Mas estão procurando comemorar essa idade marcante ganhando próteses de silicone, uma barriga sequinha ou um nariz perfeito.. Esse tipo de presente as deixariam mais realizadas e felizes do que a própria festança!

Os pais e os médicos ficam preocupados com o grande número de meninas que procuram as clínicas de cirurgia plástica. Será uma questão de necessidade ou simplesmente vaidade?

Antes de mais nada é preciso um bom diálogo dos pais com a adolescente, e se a correção estética realmene for uma caso de melhora da auto-estima e não apenas por vaidade, devem procurar um profissional regulamentado para dar início à realização desse sonho! Afinal, todos tem direito de ser felizes! E se a cirurgia plástica vai contribuir para essa felicidade, porque não seguir em frente?

sábado, 21 de novembro de 2009

A procura quadruplicou nos últimos anos!

O número de cirurgias plásticas vem aumentando consideravelmente nos últimos tempos e com isso, a presença do adolescente também ficou mais constante nos consultórios médicos. No ano de 2000, 5 entre 100 pacientes que procuravam o consultório do Dr. Hans Arteaga* tinham de 6 a 16 anos.
Este ano o número saltou para 22 entre 100 pacientes!
Em adultos, a dinâmica entre consulta e cirurgia é curta, pois o paciente costuma ir certo do que quer. Com os adolescentes a atenção deve ser redobrada, não podendo existir pressa para a realização da cirurgia.
Determinar os efeitos da plástica em um organismo em desenvolvimento não é muito fácil, mas hoje essas condutas estão mais padronizadas. Mesmo assim, o problema principal é o aspecto psicológico do adolescente, que deve ser bem analisado para conseguir boa indicação para a cirurgia, de maneira que seus anseios sejam atingidos e os resultados fiquem dentro de sua expectativa.
Na opinião dos profissionais da área, o adolescente precisa ter estrutura para lidar com a mudança e não recomendam cirurgias em menores de 15 anos. Nesta fase, as expectativas são maiores que os resultados, sendo importante manter uma conversa franca sobre as necessidades do paciente e o que a cirurgia pode oferecer. Além disso, sem condições físicas adequadas, como capacidade de regeneração do organismo, qualidade da pele e desenvolvimento do órgão, o resultado fica comprometido. Muitos cirurgiões solicitam exames clínicos detalhados e sugerem orientação psicológica aos jovens, antes de concordarem em realizar o procedimento. Ter um acompanhamento psicológico antes de fazer uma plástica é imprescindível para os adolescentes, pois esta é uma fase de incertezas e não dá para ter dúvidas em um procedimento cujos resultados são definitivos.


Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a maioria das adolescentes deseja mudar o nariz; em segundo lugar aparece a mamoplastia de aumento com próteses de silicone. Na sequência vêm as lipoesculturas e a correção das famosas "orelhas de abano".
As cirurgias têm de ser autorizadas pelos pais, que costumam resistir quando se trata da incisão de próteses de silicone e da lipoescultura, pois afirmam não se tratar de casos que deveriam ser revertidos na fase adolescente.
* Hans Arteaga é especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Ouça abaixo o áudio com a atriz Delly Rodrigues, que fez uma rinoplastia há quatro anos atrás.

Momento ideal para cada tipo de cirurgia!

Otoplastia (correção das orelhas): neste caso, a escolha começa bem cedo. A partir dos 7 anos elas estão com a estrutura formada e com o tamanho próximo daquele que terão na fase adulta. Cabe aos pais avaliarem a necessidade da criança, pois é comum a rejeição por parte dos amiguinhos por conta de piadas e apelidos.

Mamoplastia de aumento: a partir dos 16 anos, a formação das mamas está completa, apesar de algusn cirurgiões considerarem cedo para realizar a cirurgia, devido à paciente não estar psicologicamente amadurecida.



Redução das mamas: por volta dos 16 anos, quando as mamas estão completamente desenvolvidas. É importante avaliar o grau de desconforto que o tamanho das mamas causa, como problemas de postura e coluna.

Lipoaspiração: alguns médicos consideram que a partir dos 15 anos já é possível realizar o procedimento. É importante observar que o método não emagrece e a pessoa não deve estar mais do que 25% acima do peso ou ter flacidez excessiva na região.

Rinoplastia (Correção do nariz): a partir dos 15 anos, quando a formação de ossos e cartilagens nasais está completa. A cirurgia de nariz também pode ser feita em qualquer idade da vida.

A rinoplastia era a cirurgia dos sonhos da jovem Karen, de 27 anos. Ela é técnica de radiologia, e sonhava ter um nariz perfeito! Desde mais nova tinha o desejo de operar, mas por falta de condições fincanceiras, não pôde realizar seu sonho mais cedo. E então, uma amiga indicou um médico especialista, e ela não perdeu tempo!
Passou por algumas consultas, sentiu confiança no médico, e assim que teve oportunidade, agendou a cirurgia! Ela foi operada na Santa Casa de Misericórdia, no Centro do Rio de Janeiro, onde muitas vão em busca de uma correção estética. Ela conta que está super realizada!
E diz que, apesar de esse tipo de cirurgia ter um pós-operatório delicado, faria tudo de novo, pois o resultado aumentou sua muito auto-estima!


Veja o perfil da Karen, com o nariz perfeito!

Ela apóia todas as adolescentes que têm o sonho de fazer uma cirurgia plástica, mas lembra que é preciso estar segura e procurar sempre um bom especialista para não ter nenhum tipo de arrependimento!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cirurgia pós-parto


O desejo das novas mamães em retomar o corpo que exibiam antes da gestação, faz com que as clínicas de cirurgia plástica fiquem ainda mais cheias. Mas fazer esse tipo de procedimento logo após a cesárea não é recomendado. Uma recente vítima entre as celebridades, que colocou a sua vida em risco pela vaidade, foi a esposa do cantor americano Usher - Tomeka Foster, de 37 anos. Ela afirmou para seu médico que já havia se passado quatro meses do parto de seu segundo filho, mas, na realidade, havia passado somente dois! Ela sofreu uma parada cardio-respiratória no momento em que foi anestesiada para realizar uma lipoaspiração.
Nos Estados Unidos e na Inglaterra é muito comum vender pacotes com nomes atraentes como "mommy makeover" ou "mommy job", que representa um conjunto de cirurgias para disfarçar as marcas deixadas na gestação. Esse tipo de pacote também vêm ganhando destaque nos consultórios brasileiros de cirurgias plásticas. Destinadas às mães, em geral as cirurgias são oferecidas em pacotes de três: uma levantada nos seios com ou sem implantes de silicone, redução da barriga e lipoaspiração. Os procedimentos têm o objetivo de diminuir a flacidez da pele e reduzir as estrias e a gordura adquiridas na gravidez. A "cirurgia da mamãe" chamou a atenção do público no início deste ano depois de a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos comunicar um aumento no número de cirurgias plásticas entre mulheres em idade reprodutiva (nem todas necessariamente mães). No ano passado, os médicos em todos os EUA realizaram mais de 325 mil procedimentos "mommy makeover" em mulheres de idade entre 20 e 39 anos, um aumento de 11% em relação a 2005.
Fica a questão: Será que vale a pena mentir e colocar sua própria vida em risco apenas pela pressa de ter um corpo perfeito?

Ética médica!


Daiana Camargo tinha 27 anos e queria ser magra, como qualquer adolescente deseja. Tentou perder alguns quilos com dietas, spas e exercícios físicos, mas não obteve bons resultados. E então decidiu se submeter a um procedimento cirúrgico. E isso mudou radicalmente sua vida! Daiana se internou na clínica do médico Aureo Sandovico, o mesmo que operou Fausto Silva e o senador Demostenes Torres. A jovem desejava fazer uma abdominoplastia. O que ela não imaginava era que o médico realizou a cirurgia de maneira não regulamentada, e a deixou inválida! Hoje, com 31 anos, Daiana não pode se alimentar e nem mesmo beber um gole de água. Todo e qualquer alimento que ela ingerir pode cair pela fístula, ir para a cavidade abdominal e provocar uma grave infecção. O que a mantém viva é uma mistura protéica que ela recebe através de uma sonda colocada no nariz. Diante desta triste história, que compromoteu a vida de uma adolescente, fica aqui um apelo para os que desejam fazer cirurgias plásticas: SEMPRE procurem saber se o cirurgião e a clínica estão regulamentados, para que haja segurança durante o procedimento, e tome todos os cuidados no pós-operatório!
O fato aconteceu em São Paulo, e foi publicado na revista Época.


Confira abaixo uma entrevista com a estudante de Jornalismo, Beatriz, também de 27 anos, que realizou uma cirurgia de Lipoaspiração há dois anos.